Francisco Marques Poeta
Prosas & Poesias (Ensaios, Frases, Trovas, Sonetos, Acrósticos e Algo Mais)
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Você Acredita em Deus? 
 

Como é sua crença? A forma pela qual eu creio em Deus, não me permite jamais duvidar da Sua Existência ou taxá-Lo de um Deus omisso e vingativo. Digo isso porque creio em um Deus que criou Tudo por Amor e não por prazer, inclusive e principalmente, a nós, os seres humanos. Mas, com isso, eu me refiro a um só Deus, a Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Espírito Santo.

Se Deus nos houvesse criado por prazer, teria nos feito para ser um joguete em Suas Mãos e assim poder brincar conosco, com a nossa existência. Então só poderíamos fazer tudo que fazemos, inclusive as coisas mais elementares como se locomover, quando Ele, lá do seu Plano Divino, “apertasse um botão invisível” conectado a cada um de nós, simplesmente para sentir o prazer de nos ver fazendo suas vontades. Creio que, se Ele é Onipotente e onipresente, Poder não lhe faltaria para isso.

Assim fazemos quando jogamos, por exemplo, um vídeo game ou mesmo um jogo de damas e xadrez; manipulamos as peças ao nosso bel prazer pelo simples prazer de jogar e testar as nossas habilidades. Há quem diga até que já seriamos um vídeo game gigante nas mãos de seres de outras dimensões. O certo é que, se vivemos em uma Matrix, essa foi criada por nós mesmos, por nosso livre arbítrio, concedido pelo nosso Criador, não por seres de outro mundo e muito menos por Deus, pois Deus não sente prazer conosco e sim Amor por nós.

Por falar em Livre Arbítrio, isso é a Prova do Amor Divino. Deus no-lo dá porque nos fez por Amor; porque sente Amor pela nossa existência, pela humanidade, por cada um de nós e jamais prazer em nos manipular. Alguém pode questionar, achando em Deus uma grande contradição entre Ele nos dar o Livre Arbítrio e ao mesmo tempo nos proibir de fazer determinadas coisas, como, por exemplo, roubar e matar. No entanto, isso se explica novamente pelo Amor Divino.

Temos o Livre Arbítrio, mas, dentro dessa Liberdade total pre-concedida por Deus, há certas coisas ou ações humanas que são perigosas e levam-nos ao sofrimento, tanto nosso como daqueles a quem muitas das nossas ações podem prejudicar. Muitas vezes não nos importamos com isso, não sabemos ou não acreditamos que certas atitudes nossas podem causar sofrimento a nós e/ou aos nossos semelhantes. Todavia, Deus sabe disso e nos “proíbe” simplesmente por Amor e não por ser um Deus ditador ou contraditório.
 
Na verdade, Deus não nos proíbe de nada, apenas nos aconselha, alerta-nos e reprova certas atitudes nossas que são perigosas aos Seus Olhos, que nos levam ao sofrimento e/ou de encontro aos Planos de Deus. Alguém poderia ainda alegar que, se Deus é Todo Poderoso, poderia simplesmente fazer com que nenhum de nós nunca sentíssemos vontade de fazer aquilo que nos levasse ao perigo, ao sofrimento ou ao desagrado de Deus. No entanto, nesse caso sim, Deus estaria sendo contraditório, manipulador das nossas mentes, quebrando sua Lei do Livre Arbítrio e a essência do Seu Amor pela Humanidade.

Isso explica porque Deus não nos proíbe de fato de fazermos coisas ruins ou perigosas para nós mesmos. Em resumo, Deus não reprova nenhuma atitude nossa pelo simples prazer de Se pôr superior a nós, mas porque nos Ama, não quer nos ver sofrendo e sabe que certas atitudes nossas nos levarão ao sofrimento. Isso que chamados de pecado e muitas vezes não entendemos por que Deus não quer, é porque Ele sabe que nos fará mal. Todavia, deveríamos ter a consciência de que, se Deus nos Ama e quer o nosso bem, o que nos faz sofrer, leva também ao Sofrimento de Deus.

E temos atitudes negativas, de variada gravidade, que podem nos levar a cometer erros leves ou gravíssimos contra a própria Criação Divina, causando assim muito Sofrimento a Deus. Alguém, por exemplo, que tira a vida do seu semelhante, não tira apenas a vida da pessoa, mas todo propósito de Deus para com ela, e destrói os Seus Planos. Se Deus fez a ambos por Amor e ama-os com igual intensidade, imagine em que situação aquela que matou deixou o seu Deus. Mesmo assim, se essa pessoa – ainda em vida – arrepender-se, verdadeiramente do seu ato, Deus, por sua Infinita Misericórdia, dar-lhe-á o perdão. 

Por falar sobre arrependimento em vida, imagine a situação daquela pessoa que acaba tirando a sua própria vida. Para Deus todos somos iguais; a minha vida não vale mais do que a sua e nem a sua mais do que a minha. Um assassino, por mais grave que isso seja, ainda tem – durante a vida terrena – a oportunidade de arrepender-se e alcançar o perdão dos seus atos. No entanto, um suicida, não lhe deixa sequer o tempo de vida para arrepender-se e pedir Perdão a Deus. Talvez seja por isso que a Sagrada Escritura diz que os suicidas não serão salvos.
 
Sobre a Omissão e a Vingança de Deus. Deus deve ser omisso e vingativo porque sofro, oro, rezo, e Ele não me socorre, não ouve as minhas preces! Será que Deus já me abandonou ou está castigando-me por algo que eu fiz de errado, e Ele não me perdoa? Deus não abandona e jamais se vinga de alguém; são as pessoas que O abandonam e sofrem as consequências de uma vida sem Ele. Mas, por que Deus, sendo Todo Poderoso, permitir-se-ia ser abandonado por suas criaturas ou por seus  próprios filhos?

Logo, resurge o Livre Arbítrio. Deus nos dá a liberdade de obedecer ou não Seus Mandamentos, de viver ou não em harmonia com Ele. Quando estamos em harmonia com Deus, isso nos impede de cair nos perigos e consequentemente no sofrimento. Mas, a partir do instante em que nos afastamos do Nosso Criador, ficamos à mercê do acaso e dos inimigos de Deus. O que nos acontece é consequência dos nossos atos, da nossa vida sem Deus, ou pelo menos dos nossos momentos sem Ele, não é culpa, falha, omissão e muito menos vingança divina.

Há quem diga que Deus não existe. Deus seria apenas uma criação humana. Os homens teriam criado a deus, um deus imaginário, apenas para negar a sua finitude humana. Afinal, a ideia da vida após a morte faria com que os homens suportassem o pressuposto de que sua existência acabaria em nada, aqui na terra, com sua morte física. Mas eu não acredito nisso. Eu creio em Deus! A verdade é que Deus existe. Ele é nosso Criador, o Deus do Universo. A Ele devemos as nossas vidas. Sem Ele não seríamos nada e nem sequer existiríamos.

Sim, eu creio na vida após a morte. Creio que a vida aqui na terra seja apenas uma passagem, um tempo de apreendizado e purificação. Assim como é impossível acreditar que surgimos do nada, sem a intercessão de um Ser Superior que nos criou, a quem chamamos Deus; é impossível crer que não haja um Plano Superior para vivermos uma nova vida com Ele. Na verdade, nós somos Terra e Céu. Temos um corpo terreno e um espírito celeste, o sopro da vida que nos foi dada por Deus e que chamamos de alma. É isso que nos faz ser diferentes e superiores às demais criaturas divinas, que nos fez ser criado à imagem e semelhança de Deus, o Nosso Criador.

Esse sopro divino é o que nos dá o poder, ou pelo menos a possibilidade, de Subir aos Céus. Isso não quer dizer que a cada ser humano que é concebido Deus sopra, individualmente, o espirito da vida. Claro que não! Eu creio que, assim como o corpo físico de um embrião, esse espírito seja reproduzido automaticamente, sem que Ele precise ficar interferindo em cada ser que nasce. Mas, por que Deus determina que para subirmos para Sua Dimensão precisamos “morrer”? Porque somente o que é divino pode ir para Plano Superior. Nosso corpo físico pertence à terra e por esse motivo nela ficará. Pelo menos enquanto a terra existir ou não vier o juízo final, assim será.

 
 
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Francisco Marques Poeta
Enviado por Francisco Marques Poeta em 27/12/2019
Alterado em 27/12/2019
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